Desenhos da infância Autorretrato

-Na Versão do celular, fotos ao final dos textos-

A arte não surgiu na minha vida pegando um lápis, colocando no papel e naturalmente descobrindo que eu sabia desenhar.

Eu via minhas irmãs mais velhas desenhando Barbies lindas e queria muito conseguir fazer, mas sempre que tentava não dava certo. Elas são 4 anos e meio mais velhas do que eu, então acho que nessa época eu era muito nova para ter o domínio do desenho.

Mas por causa disso, eu passei a tentar. Lembro que ficava sentada no chão desenhando e, nessas tentativas, descobri que eu tinha dificuldade para criar coisas novas, mas que eu tinha muita habilidade para olhar e desenhar igual.

Houve uma época em que lançaram uns chocolates da Looney Tunes. A caixa, acredito, se chamava Personalidades e vinha com figurinhas dos personagens. Comecei tentando um, foi muito fácil e segui fazendo todos os outros.

Mas sempre que eu conseguia fazer vários, ficava entediada e tentava fazer algo mais difícil. Então, como na época nossos amigos amavam HQs, eu passei a desenhar Batman, Wolverine e personagens desse universo e dava de presente para os amigos. Estava na adolescência.

Sempre olhando e tentando fazer igual. Por alguma razão tenho facilidade com proporções. É como se o meu cérebro visse a foto ou o desenho, registrasse a medida que eu iria desenhar e eu conseguisse desenhar sem dificuldade.

Ficou entediante fazer HQs e eu resolvi tentar desenhar pessoas. Lembro que quando tentei pela 1ª vez, eu estava na aula do cursinho, entediada (ahahaha), e peguei o passe fácil com minha foto e tentei desenhar. Eu não imaginava que conseguiria desenhar pessoas, parecia algo tão difícil, mas fluiu de uma forma natural e eu gostei do resultado.

Na infância eu também comecei a ter uma "mania" que se reflete no meu trabalho até hoje: eu gostava não só de desenhar, mas também de fazer trabalhos manuais, bonequinhos ou brinquedos como artesanato.

Como eu era muito novinha e não podia comprar sozinha ou usar alguns materiais mais perigosos para uma criança, eu passei a sempre procurar alternativas. Então, se eu não podia usar uma tesoura, eu era criativa para fazer o recorte; se não podia costurar ou precisava de um material específico, eu saía andando pela casa procurando algum outro material que pudesse substituir o mais óbvio.

A repetição disso durante a infância e toda a minha vida fez com que isso se tornasse não só muito natural, mas parte do meu trabalho, e me dá muita liberdade para criar os efeitos que quero porque não estou presa a um produto específico.

Com criatividade, crio efeitos e sensações com materiais inusitados.

Um exemplo é a copa da árvore do quadro da Rua do Bom Jesus, que fiz usando estopa de limpar carros. Ou os coqueiros do quadro da Praia dos Carneiros, que fiz usando hastes de flores secas que iriam para o lixo.

Retrato da minha tia Retrato de mim aos 2 anos

Quando eu desenhei aquela foto, despretensiosamente no cursinho, estava passando por um momento pessoal muito difícil, um dos mais difíceis da minha vida.

Eu tinha uma tia que era como uma mãe para mim, minha referência de carinho, afeto, cuidado e amor. Ela ouvia, abraçava, se interessava por nós, mesmo quando éramos apenas crianças.

Ela estava com câncer de pâncreas e estava no hospital.

A arte sempre foi uma demonstração de afeto para mim. Sempre presenteei amigos com desenhos, cartões desenhados. Era como eu demonstrava que aquela pessoa era importante para mim.

E eu resolvi fazer um desenho para a minha tia. Peguei uma foto de quando eu tinha 2 anos de idade, desenhei a lápis e pintei. Foi o 2º retrato que eu desenhei.

Entreguei para ela numa visita ao hospital. Ela ficou muito feliz, me abraçou, me beijou, segurou a minha mão e me disse: "Eu te amo muito, minha Patinha."

Na minha família ninguém tinha o hábito de dizer que amava, então naquele momento minha voz falhou. Eu queria dizer com todo meu coração, mas não consegui. Só chorei. Mas ela sabia.

Essa foi a última vez que a vi.

No dia da morte dela, minha mãe me pediu para fazer um retrato da minha tia no tamanho A0 para uma homenagem no velório.

Eu passei a madrugada sentada no chão, sozinha, desenhando e chorando.

Depois disso foi como se a arte tivesse morrido dentro de mim. Passei 9 anos sem fazer nada relacionado a artes e 20 anos sem desenhar retratos. Foi como se a minha mente tivesse bloqueado o que eu mais amava fazer. Às vezes penso como seria se ela estivesse aqui. Ninguém estaria tão feliz pela mulher e artista que me tornei, e ninguém me apoiaria tanto.

Minha tia faleceu muito rapidamente, e para vocês entenderem um pouco sobre quem ela era: a médica dela dizia que entrava nos quartos dos pacientes oncológicos para também trazer um conforto, e ela saía do quarto da minha tia sentindo que ela, a médica, havia sido confortada.

Pintura no carro em Olinda Pintando o carro à noite Com o dono do Chevy na Sé Deitada na Sé com a arte Pintando o carro de dia

Passar horas ali fazendo o retrato da pessoa que eu mais admirava na minha vida acabou gerando um trauma, um bloqueio, e foi como se a arte tivesse morrido dentro de mim.

Quando ela estava doente, além de viver a dor da doença, eu vivia outras duas dores.

Minha mãe não aceitava que eu estudasse Belas Artes na faculdade. Para ela era uma vergonha ter uma filha artista numa família de médicos.

Depois de muitas brigas e desgastes, sem ela aceitar por hipótese alguma, eu sugeri estudar Arquitetura, pois para mim era uma forma de estar perto das artes.

Inicialmente ela não quis aceitar, só queria que eu fizesse algo na área de saúde.

Ela sabia que eu não iria fazer Medicina por hipótese alguma, e soube que o pai de uma amiga minha, que ela conhecia desde a adolescência, era arquiteto, bem-sucedido e acabou aceitando. Mesmo assim, ela me obrigou a fazer 2 vestibulares: Arquitetura e Nutrição, e disse que se eu passasse nos dois, eu cursaria os dois.

Eu teria que fazer 2 cursos que eu não queria. E segundo ela, depois de me formar nos cursos que ela queria, eu poderia estudar Belas Artes.

Errei toda a prova do vestibular de Nutrição com gosto! Eu jamais iria fazer nada na área de saúde, que nada tinha a ver comigo.

Fiz faculdade de Arquitetura. Me saía muito melhor nas cadeiras mais artísticas, de criação e elaboração de projetos. Comecei a estagiar e me dedicava muito mais aos estágios porque sentia que aprendia e evoluía muito mais.

Em certo momento coloquei o trabalho em primeiro lugar, empurrando a faculdade com a barriga.

Nesse período fiz alguns trabalhos na faculdade que precisavam de desenho, mas era como se no meu coração aquilo não fosse eu fazendo arte. A motivação era diferente, um pouco difícil de explicar.

Me tornei uma boa arquiteta. Gostava da profissão. Além de criar ambientes acolhedores, eu amava utilizar os espaços tirando o melhor aproveitamento deles.

Até que em 2013 eu estava olhando o meu Facebook e apareceu um vídeo de uma entrevista com o título: "Trabalhe com o que você ama."

O entrevistado era um rapaz de São Paulo que possuía uma empresa, havia vendido tudo para viajar pelo Brasil num Chevy 1960 azul turquesa costurando chapéus.

Por alguma razão a história dele mexeu muito comigo. Quando fui olhar o Facebook dele, vi que ele, nessa viagem pelo Brasil, estava chegando exatamente em Olinda.

Mandei uma mensagem, contei minha história e ele me convidou para ir até o ateliê dele. Fui com minha irmã, numa sexta-feira à noite, chuvosa. Conversamos e ele perguntou se eu não queria fazer uma pintura no carro dele.

Voltei para casa muito empolgada, mas com medo por duas razões: estava há 9 anos afastada das artes, e até aquele momento eu nunca havia criado nada além de bonequinhos simples com carinhas fofas. Eu não queria que a arte no carro dele fosse uma arte infantil.

Não achei que conseguiria.

Mas ele me pediu que a arte fosse relacionada ao carnaval e a Olinda, e na verdade o desenho fluiu naturalmente.

Ele aprovou, e eu passei 4 dias sentada no chão da Sé pintando aquela arte. As pessoas e turistas passavam, me chamavam de artista, e eu sentia muita vergonha e dizia que não era uma artista, que só estava pintando um desenho.

Demorei em torno de 5 anos para me ver como uma artista. Achava que não merecia ser considerada artista porque nunca havia estudado. Tudo o que eu fazia tinha aprendido sozinha, desde a infância.

A sensação que tive vivendo aquela experiência foi como se durante 9 anos eu estivesse morta, e aquela arte fez alguma coisa dentro de mim.

A vontade de criar e fazer arte voltou com uma intensidade gigantesca depois de 9 anos silenciada.

Eita! Design abacaxi Eita! Design - foto com pincel Eita! Design - avental

Depois de me reconectar com a arte por causa da pintura no carro, passei a pensar diariamente como fazer para trabalhar com a minha arte.

Estava prestes a fazer 30 anos, achava que estava velha demais para iniciar uma faculdade, achava meus desenhos muito infantis, não sentia ou achava que conseguiria, mas estava sempre tentando fazer algo. Tentando entender o meu lugar ou o que fazer.

Nesse momento comecei um namoro com um italiano, que durou um ano. Como ele sempre me chamava para morar na Itália, cogitei estudar Belas Artes lá, em Urbino. Ele chegou a me levar para conhecer uma Faculdade de Belas Artes, mas na frente da faculdade disse que não iria me permitir estudar, porque ele sentiria ciúmes. Ele achava que eu era muito bonita e os homens iam flertar comigo na faculdade.

E aqui eu deixo um trecho, sem grandes explicações, que psicólogos entenderão sem dificuldades: nós procuramos aquilo que nos é familiar. Os padrões do relacionamento eram exatamente iguais ao que eu estava acostumada na minha vida.

Ele não só não queria que eu estudasse na faculdade, mas também não gostava que eu pintasse, nem ficava feliz ou me estimulava. E mais uma vez eu deixava que alguém ou um fato da vida me afastasse das artes.

Quando terminei esse relacionamento, eu jurei que ninguém jamais iria me afastar novamente das artes.

Nesse período descobri a arte digital, ganhei uma mesa de desenho das minhas irmãs e fui descobrindo as formas de aplicar minha arte em produtos.

E assim nasceu a Eita! Design.

Estúdio Eita Estúdio Eita Mural infantil Ilustração menino Eita Vasos e quadro Eita Mural panda Eita

Trabalhava com arquitetura e no meu tempo livre passei a criar desenhos, comprei máquinas e fui desenvolvendo a marca.

Nesse início, achava meu desenho ainda infantil, não me sentia uma artista, não sabia muito bem como usar as redes sociais e de que forma eu poderia inserir o meu trabalho ou se daria certo.

Participei de várias feirinhas e lojas colaborativas, pop-ups e 2 vezes da Fenearte.

Uma das lojas colaborativas onde vendia, vendo o sucesso de vendas principalmente das tábuas de frios, foi ao meu fornecedor para comprar o mesmo produto e aplicou uma foto de um ângulo parecido com o que eu havia desenhado. Era o Marco Zero do Recife. E como eles tinham o controle de estoque e vendas, a loja também informava valores de vendas menores do que os reais.

Por exemplo: se havia vendido 100 peças no mês, eles diziam que 70 haviam sido vendidas e faziam o pagamento de 70, embolsando os valores das outras 30.

Esse episódio me abalou muito. Só quem cria sabe como dói ver alguém tentando se apropriar do seu trabalho, da sua ideia, da sua propriedade intelectual que é única e intransferível.

A vida foi justa e a tentativa dela fracassou. As pessoas compravam pelo meu desenho e as peças que ela tentou copiar encalharam na loja.

Em 2018 abri a minha loja física. Surpreendentemente, foi uma ideia da minha mãe e ela colaborou para isso. Havia uma justificativa para essa atitude dela.

Foi desafiador abrir a loja. Trabalhava 24/7, fazia muitos trabalhos personalizados, os clientes iam à loja para falar comigo e eu gostava muito disso.

Na loja fiz aulinhas de artesanato com crianças, gravei reportagem para TV e quando a loja começou a crescer e estava se ajustando financeiramente, chegou a pandemia.

No início da pandemia todos ficamos assustados e, principalmente, com muitas dúvidas, já que uma vacina precisa de muito tempo e testes para ser desenvolvida e segura para as pessoas. Então não sabíamos quanto tempo duraria, mas que não seria rápido.

Além disso, havia dúvidas sobre empregos, se as empresas conseguiriam se manter e, no meu caso, meu trabalho não era essencial. Então precisei tomar a decisão de fechar a loja física, mas segui trabalhando em casa.

A pandemia também nos deixou ansiosos e eu passei a trabalhar sem parar, inclusive nas madrugadas.

Para a minha surpresa, vendi muito bem na pandemia. As pessoas, amigos e famílias estavam isolados e todos queriam presentear seus entes queridos. Na época eu fazia muitos trabalhos personalizados: canecas, quadros com o desenho das pessoas, e a demanda foi grande.

Nessa mesma época senti necessidade de evoluir. Já estava trabalhando e desenvolvendo meu traço e minha arte há 6 anos e acreditava que estava pronta para tentar fazer minhas obras de arte.

Há muitos anos gostava de ver os efeitos da resina em mesas e peças de decoração, mas queria trazer isso para o meu trabalho de arte. Por ser um material caro para a quantidade que usaria, era um investimento alto.

Também, desde criança fui me desafiando artisticamente para fazer coisas mais difíceis e ficava entediada quando se tornavam fáceis. Isso virou parte de mim, então apenas pintar uma tela nunca me motiva.

Eu preciso do exercício mental de criar texturas, formas, proporções, esculpir e seguir me desafiando artisticamente.

Rua do Bom Jesus Esboço inspirado em Ingres Escultura em relevo Esboço com a artista Pintando Esboço menina de perfil Retrato em andamento Aula de modelo vivo Esfera em óleo Ateliê com pincéis

A primeira obra de arte que fiz foi um quadro inspirado na Igreja de São Benedito na Praia dos Carneiros. Não usei tela para esse quadro.

Recortei uma madeira para ser a base, deixando livre a parte do mar e do céu para ser puramente resina. Recortei partes da igreja para criar o relevo, usei areia da praia pintada para a parte da areia e hastes de flores artificiais para fazer a folhagem dos coqueiros (no 3º dia já estava arrependida do trabalho que deu). Cobri com resina em várias camadas e etapas, fazendo assim o mar e o céu.

A segunda, e provavelmente a minha peça mais bonita, foi a da Rua do Bom Jesus. Nessa usei uma tela. Foram 3 meses e meio fazendo essa peça. Criei texturas com massa corrida, recortes de madeira, estopa, e a parte de desenho e pintura foram demoradas. Cobri a peça com 8 kg de resina e fotografei na Rua do Bom Jesus.

Como a árvore "sai" do quadro, eu mesma precisei fazer a moldura por causa da resina. Cortei, lixei e pintei a madeira e fiz a moldura desse quadro de forma totalmente artesanal. Ao fazer essa peça misturando tantas texturas e materiais, estava ao mesmo tempo aprendendo e me desafiando.

Nunca consegui vender essa peça porque ela é valiosa demais para mim. Lembro que antes de me mudar para a Nova Zelândia, levei essa peça para meu espaço num evento no Shopping Recife, e um casal passou sem saber que eu havia feito a peça. Elogiaram e a mulher perguntou para o homem quanto achava que deveria custar. Ele disse: "deve ser uns 400 reais". Só de resina eu gastei mais de mil reais.

Na época, conversando com um galerista de Recife, ele ficou interessado no meu trabalho, disse que eu poderia expor lá e falou os valores. Quando eu disse que era autodidata, ele disse que eu precisava estudar e que deveria mudar para o abstrato porque venderia mais.

Ao ver o meu trabalho ele quis vender, mas quando eu disse que era autodidata ele mudou totalmente. Não só disse que eu deveria estudar como queria que eu mudasse o meu estilo.

Eu não faço o meu trabalho pensando na maior quantidade de vendas. Eu faço o que amo fazer, o que me motiva enquanto artista.

Sei que no meio da arte e do artesanato existem pessoas que fazem cópias, se apropriam do trabalho das outras, veem como comércio e pouco importa o que estão produzindo.

A arte é como um ser à parte dentro de mim, que tem vontade própria, identidade, que precisa existir, criar, e que perde totalmente o desejo se for fazer algo pelo qual não é apaixonada ou desafiada. Para que eu exista, a minha arte precisa existir, do jeito que ela é.

Então, esse serzinho da arte que existe dentro de mim, naquele momento, além de ter muita vontade de mandar aquela pessoa embora, entendeu que seria muito difícil entrar na cena artística de Recife sendo autodidata e sem um sobrenome "importante". Coisas que todo recifense entende bem...

Foi aí que a Nova Zelândia entrou na minha vida. Senti que precisava aperfeiçoar o meu inglês para seguir meu sonho.

E é incrível como a nossa felicidade interfere no que produzimos. Não consigo descrever como fui feliz na Nova Zelândia, e minha evolução artística é um reflexo disso.

Lá eu pude desenvolver a técnica que trabalho hoje, esculpindo na tela. A ideia surgiu de uma ida a uma loja de materiais de construção, vendo quais materiais funcionavam juntos para criar o efeito que eu queria.

Uma peça nunca fluiu de uma forma tão fácil e leve quanto o quadro do Tucano. Não só fiz rápido, mas tudo foi dando certo. Eu AMO MUITO essa peça e tenho lembranças felizes dela na minha casa.

Fiz outros trabalhos me desafiando na escultura e nessa época também fiz um curso curto de retratos na Galeria Toi o Tāmaki, a galeria nacional da Nova Zelândia. Os dias das aulas eram os meus dias mais felizes.

E não só eram as minhas primeiras aulas de arte, como também a primeira vez que eu fazia retratos depois de exatos 20 anos da morte da minha tia. Durante 20 anos eu não consegui fazer retratos. Fui para a aula nervosa, com medo, achando que não sairia nada.

O professor nos deu uma imagem e pediu para que desenhássemos em 20 minutos. No 1º e 2º minuto fiquei insegura, mas depois fluiu lindamente. Foi como se eu nunca tivesse parado nesses 20 anos. Tivemos aula com modelo vivo e foi uma experiência incrível.

De uma hora para outra eu precisei voltar para o Brasil e interromper tudo o que eu estava vivendo. Deixei para trás o meu Tucano, um luto enorme para mim que ainda me causa dor.

E agora estamos aqui. Ao criar esse site nesse formato e compartilhar a minha história, eu tinha uma intenção muito clara.

Eu não queria que o foco fosse a compra, a compra, a compra! Porque aqui não é o produto pelo produto.

Eu queria que vocês conhecessem minha história, como a arte é a minha essência, e como cada peça, por mais simples que seja, é extremamente importante para mim.

Queria também que vocês conseguissem ver a evolução do meu trabalho, por isso separei os temas por seções.

E que se hoje eu faço obras de arte esculpidas é porque muitos e muitos anos atrás aquela criança sentou no chão de casa e, sozinha, se apaixonou por criar.

Se hoje você vai levar para casa ou presentear com alguma das minhas peças, tenha certeza de que tem muito amor nelas e meu desejo é que seu espaço fique mais colorido e especial.

Obrigada por admirarem o meu trabalho. Sou MUITO grata.